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O Que Há De Tão Especial No SwáSthya Yôga?

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De todos os tipos existentes de Yôga, existe um, em particular, que é tido como especial por ser o mais completo. Produz efeitos rápido e duradouros como nenhum outro consegue. É Yôga Antigo, atualmente conhecido como SwáSthya Yôga, a sistematização do Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga, que remonta ao período pré-clássico.

SwáSthya Yôga

Foi necessário sistematizá-lo para torná-lo inteligível, à semelhança do que um arqueólogo faria com os preciosos fragmentos encontrados numa escavação.

Estudámos já muitos tipos de Yôga e estivemos na Índia quase todos os anos, entre 1975 e 1998. Estamos convencidos de que o Yôga Antigo é de fato o melhor. A prova mais evidente é que foi aquele que adotámos, e o mesmo se aplica a milhões de outras pessoas únicas em muitos países diferentes. Falamos de intelectuais, cientistas, artistas, músicos e escritores de diversos continentes.

Para ter nas suas fileiras pessoas tão cultas, sensíveis e exigentes, o SwáSthya Yôga deverá ter algo muito especial. Mas do que se trata?

1. O Yôga Antigo contém todos os elementos encontrados nas demais modalidades do Yôga.

Não existe qualquer outro tipo de Yôga que consiga ser assim tão completo. Na prática do SwáSthya Yôga irá fazer Ásana Yôga, Rája Yôga, Bhakti Yôga, Karma Yôga, Jñána Yôga, Layá Yôga, Mantra Yôga e Tantra Yôga, passando também por elementos pertencentes às subdivisões mais modernas, provindas destes ramos, como o Hatha Yôga, Kundaliní Yôga, Kriyá Yôga, Dhyána Yôga, Mahá Yôga, Suddha Rája Yôga, Ashtánga Yôga, Integral Yôga e muitos outros.

Mas atenção: apesar de o Yôga Antigo (SwáSthya) ter, na sua génese, os elementos constituintes de todos os tipos de Yôga, não se materializa com a combinação destes ramos, mas sim por ter na sua base uma tradição muito mais antiga, que precede todos os demais.

2. O SwáSthya Yôga tem, nas suas raízes, o Sânquia.

Tendo em conta que o SwáSthya é extremamente técnico, dinâmico e não adota qualquer misticismo, agrada a quem é dinâmico, a quem se predispõe a objetivos e a quem é racional e lógico.

3. O SwáSthya é tântrico.

Ou seja, é matriarcal, sensorial e não repressor. Não repressor significa que não proíbe coisa alguma e contribui para a libertação da repressão. Orienta, mas não reprime. Sensorial significa que respeita e valoriza o corpo, a sua beleza, a sua saúde, os seus sentidos e o seu prazer. Assim, terá total liberdade.

Poderá comer aquilo que deseja, fazer aquilo que pretende e, acima de tudo, não há proibições sexuais. Contudo, existem recomendações para todas estas vertentes e poderá segui-las se achar que deve fazê-lo. À medida que vai desenvolve os seus hábitos de vida e cultivando métodos mais saudáveis, receberá técnicas mais avançadas do seu instrutor.

Este respeito pela liberdade do praticante tem sido uma das caraterísticas mais cativantes do SwáSthya Yôga, já que vai ao encontro das aspirações de cada indivíduo e responde positivamente às exigências daqueles que são adeptos dos ramos mais restritivos, mas que ainda assim se sentem insatisfeitos com a repressão imposta por eles.

4. O nosso método de execução das técnicas distingue-se das formas do Yôga moderno.

Nos últimos séculos, criou-se uma maneira deficiente de executar as técnicas, um método restrito, que separa as técnicas entre si e que é tão repetitivo como a ginástica.

O SwáSthya Yôga, por outro lado, tem nos seus alicerces na linhagem mais antiga e executa ásanas harmoniosamente sincronizados, fazendo com que um nasça a partir do outro através de passagens extremamente belas, que criam uma verdadeira coreografia de técnicas corporais que mais nenhum tipo de Yôga possui. Cada vez que alguém vê um dos nossos vídeos, a exclamação é constante: Ah! Então é isto que é o Yôga? Mas isto é belíssimo!

O Método DeRose reintroduziu a coreografia nos anos 60. Nas décadas seguintes, em diferentes partes do planeta, começaram a surgir modalidades de execução inspiradas no Yôga Antigo (SwáSthya Yôga). A maioria destas reconhece a influência inegável do Método DeRose.

No entanto, caso não o façam, basta comparar os métodos para ver a clara influência que temos tido nas interpretações surgidas após o nosso método.

No entanto, quando não se entende o nosso propósito em recuperar o conceito do Yôga Antigo, em todo o esplendor da sua autenticidade milenar, aqueles que se baseiam no SwáSthya, quando elaboram as suas próprias modalidades, acabam por conceber formas modernas que nada têm que ver com o nosso propósito. Observam-no, mas não o compreendem.

5. Por último, o SwáSthya é o único Yôga no mundo que tem regras gerais, ou melhor, é o único que oferece autossuficiência a quem o pratica.

Noutros tipos de Yôga, o instrutor precisa de explicar a execução técnica a técnica: como respirar, a duração da pose, quantas repetições são necessárias, onde localizar a nossa consciência, etc. Se este instrutor explicar dez exercícios, os estudantes não saberão fazer um décimo-primeiro.

Contudo, se forem utilizadas regras gerais, os praticantes têm a vantagem de não estarem acorrentados ou dependentes do instrutor. Se os praticantes fizerem as coisas por si mesmos, continuarão a melhorar-se, já que, ao aprender apenas dez técnicas com base em regras gerais, o indivíduo conseguirá desenvolver outras cem ou mil, evoluindo de forma contínua.

As regras gerais conferem autonomia e liberdade ao sádhaka. As regras gerais são uma contribuição mais profunda para a sistematização do Yôga Antigo (SwáSthya Yôga).

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